1° EM

3º Bimestre de 2022
Conteúdo a ser trabalhado

  • Expansão marítima e comercial europeia (revisão e aprofundamento - Aulas 01 e 02.
  • Povos africanos antes da colonização europeia - Aulas 03 e 04




  • Povos americanos pré-colombianos- Aulas 05 e 06

Filme indicado:




2º Bimestre de 2022
Conteúdo a ser trabalhado

  • Renascimento - Aulas 01 e 02
  • Reformas Religiosas - Aulas 03 e 04
  • O Estado Moderno Absolutista - Aula 05
Material de apoio para:







 Material de revisão do 1º Bimestre


Aula 1: Introdução à História
Caro aluno, nessa aula, vamos conversar sobre História. Você já se perguntou quem escreve a História? Você acha que a História é uma ciência neutra, ou seja, que existe apenas uma visão sobre os fatos históricos? E quem são os “personagens” da História, ou seja, quem são os agentes da História? Você acha que a História é uma ciência neutra, ou seja, que existe apenas uma visão sobre os fatos históricos?
Vamos tentar, aqui, responder essas perguntas. Em primeiro lugar, é preciso compreendermos que todos nós somos parte da História e somos agentes da História.
Durante muito tempo, apenas “grandes personagens”, como reis, rainhas e generais entravam nos livros de História. Mas hoje em dia, isso mudou e as “pessoas comuns” também passaram a ser vistas como sujeitos da história. Assim, ganhou lugar nos livros os escravos, as mulheres, os trabalhadores, etc. Isso quer dizer que você, aluno, também tem um papel na história da sua Cidade, de seu Estado e de seu País. Através
das suas ações você está fazendo História. Mas quem, afinal, coloca essa história no papel, nos livros? Quem escreve sobre história são profissionais chamados de HISTORIADORES.

Os historiadores são profissionais que pesquisam e escrevem sobre os fatos históricos, não apenas narrando o fato, mas analisando-os em seu conjunto, refletindo sobre as implicações econômicas, sociais, políticas etc. dos acontecimentos. (Eusébio de Cesareia, historiador)

Assim como todo profissional, os historiadores estão inseridos em um contexto social. São pessoas que possuem posições políticas, afinidades religiosas, preferências e opções diversas. Tudo isso reflete em sua versão sobre o fato histórico sobre o qual ele irá escrever. Isso não quer dizer, no entanto, que os fatos históricos podem ser contados de qualquer forma e que cada um pode abordar a história da maneira que bem entender. E, sim, que as análises sobre os fatos podem ser diferentes. Por isso,
dizemos que a história não é neutra.
É possível caro aluno, que você esteja se perguntando como os historiadores conseguem saber de tantas coisas que aconteceram há tanto tempo atrás. Mesmo podendo existir pontos de vistas diversos sobre determinado fato histórico, o “fato histórico” em si precisa ser conhecido antes de ser interpretado. É justamente aí que entram as Fontes Históricas, principal instrumento de trabalho dos historiadores. As
fontes Históricas são vestígios da passagem dos seres humanos pela história através dos tempos. São documentos que ajudam os historiadores a interpretar e contar os fatos do passado.

As Fontes Históricas podem ser:
Escritas: livros, jornais, certidões de nascimento, testamentos, etc.
Iconográfica: pinturas, desenhos, fotografias.
Materiais: vestígios de construções, instrumentos, utensílios e fósseis (restos petrificados de animais e vegetais).

Durante muito tempo, as fontes escritas foram mais valorizadas que os outros tipos de fontes. Isso acontecia porque se acreditava que apenas as culturas letradas das elites eram dignas de atenção e confiança e, assim, de uma História. No entanto, isso mudou e, atualmente, os historiadores acreditam que todos os povos e grupos sociais possuem suas formas de transmissão e produção do conhecimento e que todas elas devem ser valorizadas. Na África, por exemplo, muitos povos não conheciam a escrita antes do contato com europeus. No entanto, esses povos transmitiam conhecimento através da oralidade, da contação de histórias. Dessa forma, as “fontes orais” são essenciais para compreender a história desses povos.

Aula 2: Democracia Ontem e Hoje
Caro aluno, você já parou pra pensar sobre sua participação na política de seu país? Você sabia que você tem direito a essa participação, afinal, é considerado cidadão brasileiro? Essa participação pode ser de várias formas: através do voto (aos maiores de 16 anos); da participação em associações que vão desde o grêmio da sua escola até um partido político ou sindicato; ou através de abaixo-assinados ou manifestações públicas (como atos e passeatas). Esse direito, que é de TODOS os cidadãos, existem porque vive em um regime político chamado DEMOCRACIA.

Mas será que todos os países do mundo vivem em uma democracia? E onde e quando surgiu o sistema de governo democrático? Será que do surgimento da democracia até os dias de hoje a democracia sofreu alguma transformação? Vamos conversar um pouco sobre essas questões.

A palavra DEMOCRACIA vem do grego DEMO (povo) + KRATOS (poder). Ou seja, PODER DO POVO. (Péricles, líder democrático de Atenas)

A Democracia surgiu em Atenas, uma Cidade-Estado da Grécia Antiga, por volta do século VI a. C. No entanto, naquele tempo, a democracia era bem diferente do que entendemos hoje por democracia. Lá, apenas os cidadãos podiam participar da política e tomar decisões. No entanto, nem todo mundo era considerado cidadão em Atenas.
Assim, apenas os homens, maiores de 21 anos, nascidos em Atenas e filhos de pai e mãe atenienses eram cidadãos e tinham direito a participação política. Assim, a maior parte da população (como mulheres, estrangeiros e escravos) não eram cidadãos e ficavam de fora das decisões políticas.
Outra diferença é que, na democracia que conhecemos, escolhemos representantes através do voto. Esses representantes são os políticos que estão nos cargos do executivo (prefeito, governador, presidente) e legislativo (vereadores, deputados, etc.). Esse tipo de sistema e chamado DEMOCRACIA INDIRETA OU REPRESENTATIVA. Já a democracia ateniense era DIRETA, ou seja, todos os cidadãos tinham direito a participar da “Assembleia do Povo”, reuniões onde discutiam e votavam as questões atenienses.

Aula 3: A Idade Média
Caro aluno, você já ouviu falar no termo “medieval”? Já utilizou esse termo em alguma ocasião? Até hoje, é muito comum que as pessoas usem “medieval” para se referir a alguma coisa muito ultrapassada, mais especificamente alguma coisa ruim, sombria, uma situação de opressão, etc. Mas, afinal, que termo é esse e a que período da história ele se refere?
Chamamos de Idade Média ou Medieval o período histórico que vai do século V ao XV. No entanto, é importante compreendermos que esse termo “Idade Média” foi cunhado posteriormente, no século XVI por pessoas que queriam se referir àquele período passado. As pessoas que viveram naqueles séculos não se referiam ao seu tempo como “período medieval” ou “Idade Média”.
Caro Aluno, é importante que você saiba que quando os humanistas do século XVI, criaram o termo “Idade Média”, estavam se referindo à Europa Ocidental entre os séculos V e XV. Não estavam tratando dos povos da Ásia, África ou da América...
Mas será que esse termo é um termo neutro, desprovido de intenções? Alguns historiadores afirmam que não. Mas por quê? Ao nomearem o período de “médio”, os homens século do XVI estavam, na verdade, tentando glorificar determinado tempo em detrimento de outro. Assim, “Idade Média” seria um tempo que ficava entre o aclamado período da Antiguidade Clássica, onde floresceu a civilização greco-romana, e alvorecer do mundo moderno, ou seja, o próprio séulo XVI, visto pelos contemporâneos como o período de resnascimento artístico e cultural da valorizada civilização greco-romana. Dessa forma, tudo que estava entre esses dois períodos (o clássico e o moderno) seria, na visão dos modernos, uma espécie de intervalo, um tempo onde a sociedade estava estagnada, em que nada era criado. Talvez, por isso, o período é muitas vezes chamado de “Idade das Trevas” e até hoje é usado como referência pejorativa à determinadas coisas, instituições e situações. No entanto, é preciso refletir se essas denominações não comportam um tanto de preconceito.
Mas e a sciedade Medieval, como era? Você já viu algum filme cuja história se passa no período? Geralmente, esses filmes mostram castelos guardados por uma muralha e cavaleiros com armaduras, lança e escudo. Não raro aparecem princesas encasteladas, mas também camponeses muito pobres. É sobre a sociedade desse período, muito retratado em filmes e livros, que vamos tratar aqui. A partir do século V, a Europa ocidental sofreu profundas transformações que fizeram com que a maioria das regiões tivessem seu comércio enfraquecido e a economia fosse ruralizada, ou seja, passasse a se basear nas atividades rurais agrícolas. Por isso, a Idade Média é muito associada ao feudalismo, sistema de organização social que girava em torno do feudo, ou seja, da terra. Nesse sistema, a posse da terra determinava o poder, ou seja, os poderosos eram os proprietários de terra, os senhores feudais. Vamos conhecer melhor as pessoas que compunham essa organização feudal durante a Idade Média.
Basicamente, a sociedade medieval era dividida em três grupos sociais, ou “ordens”, representadas na pirâmide abaixo:


Clero: eram os membros da Igreja Católica, que naquele período tinha um enorme poder. O papa, bispos, cardeais, padres, etc. faziam parte do clero.
Nobreza: era composta por reis, duques, marqueses, condes, viscondes barões, etc. E sua principal atividade era a guerra.
Servos: eram os camponeses que trabalhavam nas terras dos senhores feudais, ou seja, no feudo. Em troca de usar a terra do senhor, o servo era obrigado a prestar serviços e pagar uma série de tributos a este. Entre estes tributos estão a corveia (obrigação de prestar serviços nas terras do senhor); talha (o servo deveria entregar ao senhor uma percentagem de sua produção); banalidade (pagamento por utilização de instrumentos do senhor, como o moinho ou o forno).
É muito importante, aluno, entender que nesse período a sociedade era extremamente estratificada, ou seja, não havia mobilidade social. Dessa forma, o que determinava a que grupo social você pertenceria é o seu nascimento. Assim, era praticamente impossível um camponês se tornar um nobre, da mesma forma que um nobre jamais deixaria de ser nobre para se tornar camponês.
Uma das características da na Idade Média era o enorme poder da Igreja Católica. Ela era a instituição mais poderosa da Idade Média, interferindo diretamente em assuntos políticos e na vida das pessoas. Todas as pessoas eram obrigadas a serem católicas, a frequentarem e seguirem os rituais da Igreja Católica. Quem não o fizesse, poderia pagar caro, correndo o risco de ser preso e até morto se acusado de heresia. Existia um tribunal chamado Tribunal da Inquisição, que tinha poder de prender, julgar e condenar os que fossem acusados de serem hereges, ou seja, de não seguirem a risca os dogmas católicos. Geralmente, os condenados eram queimados vivos em uma fogueira em praça pública.
A nobreza e o clero eram grandes proprietários de terra na Idade Média e, portanto, eram senhores feudais. A relação estabelecida entre os senhores feudais e os servos eram denominada de Relações de Suserania e Vassalagem. O suserano era o senhor feudal que entregava um feudo a um vassalo, em troca do juramento de fidelidade. O vassalo era o nobre que recebia o feudo de seu suserano e a ele jurava fidelidade e proteção. O rei, geralmente, era o suserano com mais poder na Idade Média, sendo que seus vassalos eram, principalmente, senhores feudais e cavaleiros.
Resumindo, em troca de fidelidade e lealdade ao suserano, os vassalos recebiam benefícios, como o feudo. O mais comum era que os vassalos demonstrassem a fidelidade ao suserano atuando militarmente em guerras promovidas por estes.



Os reinos germânicos
A partir do século III, o Império Romano do Ocidente começou a ser invadido por povos germânicos, vindos do norte e do leste do Império.
Alguns desses povos se incorporaram à sociedade romana de forma pacífica. Tornaram-se então  federados do Império. Foi o caso, por exemplo, dos francos. A partir de 400 d.C., metade dos soldados do Império era formada por germânicos.
Em meados do século IV, chegou ao leste da Europa um povo nômade vindo do Oriente. Eram os hunos, que empurraram os povos germânicos para oeste. Assim, entraram no território romano os ostrogodos, os visigodos, os suevos, os vândalos, e outros. Em 476, Odoacro, rei dos hérulos invadiu Roma e depôs o imperador Rômulo Augústulo.
Diversos reinos germânicos se formaram no território ocupado: o Reino Franco na Gália; o Reino Visigodo na península Ibérica; o Reino Ostrogodo na península Itálica, etc. Em 496, Clóvis, rei dos francos, se converteu ao catolicismo e tornou-se aliado da Igreja de Roma.
A fusão de tradições romanas e germânicas daria origem ao mundo feudal. Esse processo começou com a ruralização da sociedade. Por um lado, as invasões germânicas aceleraram a fuga das pessoas para o campo; por outro, estabeleceu-se a ligação entre o trabalhador e a terra, base da servidão feudal.

O Império Bizantino

Ao contrário do Império do Ocidente, o Império Romano do Oriente não foi conquistado pelos povos germânicos. Sua capital era Constantinopla, fundada em 330 sobre uma antiga povoação chamada  Bizâncio.

Durante o governo de Justiniano (527-565), o Império Bizantino expandiu suas fronteiras e retomou parte do antigo Império do Ocidente (norte da África, península Itálica, etc.). Justiniano reuniu ainda as leis romanas em uma coleção conhecida como Código de Justiniano.

O Império Bizantino professava o cristianismo. Seu chefe era o bispo de Constantinopla, o patriarca. Entre os séculos VIII e IX, alguns religiosos se opuseram à adoração de imagens (ícones) e chegaram a destruí-las. Eram os iconoclastas. Em 843, os ícones voltaram a ser cultuados.

Em 1054, as disputas entre o papa e o patriarca levaram à divisão da Igreja católica em duas: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Ortodoxa. Foi o Cisma do Oriente.

Reinos do Ocidente

Em 732, os francos, sob o comando de Carlos Martel, detiveram o avanço árabe em território europeu na Batalha de Poitiers. Carlos Martel era prefeito do palácio, mas seu filho, Pepino, tornou-se rei dos francos. Seu neto, Carlos Magno, também rei dos francos, conquistou muitas terras e, aliado à Igreja, fundou o Império Carolíngio, recebendo do papa a coroa de imperador no ano de 800.

Após a morte de Carlos Magno, o trono foi ocupado por seu filho, Luís, o Piedoso. Morto Luís, seus filhos – Lotário, Carlos e Luís – passaram a disputar a coroa. Depois de uma guerra civil, em 843, o Tratado de Verdum dividiu o Império em três partes: França Ocidental, França Central e França Oriental (mais tarde, Reino Germânico).

O Sacro Império Romano-Germânico

Com a divisão, o território do antigo Império Carolíngio passou a ser atacado por povos invasores. No Reino Germânico, Oto I venceu esses invasores. O papa, que estava sob sua proteção, o coroou imperador do Ocidente. Com isso, seu reino passou a se chamar Sacro Império Romano-Germânico.

A autoridade de Oto e de seus sucessores se estendia também à Igreja, pois nomeavam bispos e abades (investidura). Com o fortalecimento do papado a partir do século XI, porém, a Igreja retirou do imperador sua autoridade religiosa.



O Islã

A formação do islamismo

No começo do século VI, a península Arábica, de terras desérticas, era ocupada por tribos nômades que viviam principalmente do comércio e da criação de ovelhas e camelos. A cidade de Meca era um grande centro comercial. Ali estava também a Caaba, templo no qual as diversas divindades tribais eram adoradas.

Maomé (Muhammad) nasceu em Meca em 570. Segundo a tradição, Maomé tornou-se o profeta de uma nova religião, o islamismo, depois de receber revelações do arcanjo Gabriel. Pregou a existência de um deus único, Alá, realizando as primeiras conversões por volta de 613. Os comerciantes de Meca, temerosos de que essa nova crença atrapalhasse as peregrinações religiosas à cidade, iniciaram uma perseguição a Maomé, que fugiu para Yatreb (Medina). Esse episódio ficou conhecido como Hégira. O ano em que ocorreu, Maomé tornou-se líder político e religioso dos muçulmanos, difundindo o islamismo pacífica e militarmente pela península Arábica. Após sua morte, em 632, foi sucedido por califas, chefes políticos e religiosos da comunidade islâmica. Abu Bakr foi o primeirodos califas.

A expansão islâmica

No califado de Abu Bakr (632-634), o islamismo unificou todas as tribos da península Arábica. Omar Ibn al-Khattab (634-644), seu sucessor, estendeu a fé islâmica aos impérios vizinhos. O sucesso da expansão islâmica está associado à tolerância aos povos dominados, que podiam manter suas religiões e tradições.

Após a morte do terceiro califa, um parente de Maomé – representante do grupo xiita – e um parente do último califa e governador da Síria disputaram a sucessão do califado. Este último assumiu, dando início à dinastia Omíada. A capital foi transferida de Medina para

Damasco, o cargo de califa tornou-se hereditário e a língua oficial passou a ser o árabe. A expansão islâmica alcançou então o norte da África e a península Ibérica.

Novas divergências surgiram entre os partidários dos descendentes de Maomé (xiitas) e os dos califas (sunitas). Em 749, após várias rebeliões, a dinastia Omíada foi derrubada, e Abu’l Abbas, parente de Maomé, assumiu, dando início à dinastia Abássida. Bagdá se tornou a capital,  e o Império Islâmico sofreu sua primeira divisão de poder.

Na península Ibérica, chamada pelos conquistadores islâmicos de Al-Andalus, um sobrevivente da dinastia  Omíada organizou o califado de Córdoba, independente da dinastia Abássida. Em pouco tempo, a região tornou-se uma das mais importantes do Império.

A dinastia Abássida continuou sua expansão para o leste, avançando sobre os atuais territórios do Paquistão e do Afeganistão e sobre o noroeste da Índia, além das ilhas do Mediterrâneo e de áreas da Ásia Menor. O surgimento de novos califados em territórios que pertencem atualmente ao Egito, à Tunísia e ao Irã levou à fragmentação política do Império Islâmico. Cada um dos califados tinha características culturais e políticas próprias, mas todos se mantinham unidos pelo islamismo.

Os princípios do Islã

O livro sagrado dos muçulmanos é o Alcorão, escrito pelos seguidores de Maomé com base nos relatos orais do profeta. Seus escritos seriam a própria palavra de Deus revelada a Maomé e descrevem a origem do Universo e dos seres humanos, assim como os princípios e as práticas que devem ser adotados pelos fiéis. Os cinco princípios básicos do islamismo, a serem seguidos por todo muçulmano, são:

∙ a profissão de fé (shahada), ou seja, a crença em Alá como único Deus e no profeta Maomé;

∙ as cinco orações diárias (salat), voltadas para Meca;

∙ o pagamento de um tributo anual (zakat), proporcional aos rendimentos do muçulmano, destinado à caridade;

∙ o jejum (sawn) durante o mês sagrado de Ramadã (o nono do calendário muçulmano);

∙ a peregrinação (hadj) a Meca, uma vez na vida.


Cultura e arte islâmicas

À medida que os muçulmanos conquistavam novos territórios, procuravam compreender e assimilar a cultura e o conhecimento dos povos dominados. Os sábios islâmicos traduziam obras de matemática, física, filosofia, arquitetura e medicina, muitas vezes formulando novas teorias. Essa literatura circulava por todo o Império, e foi graças às traduções desse material que o mundo cristão conheceu grande parte dela.

A produção artística do mundo islâmico também sofreu influência dos povos conquistados. Nas artes plásticas, duas linhas se destacaram:

∙ a religiosa, que, segundo a tradição muçulmana, não podia representar figuras humanas e animais e que deu origem a uma arte geométrica (arabescos) e a uma caligrafia artística (de textos do Alcorão);

∙ a laica, com figuras em miniatura que ilustravam produções literárias e científicas.

A construção de mesquitas e palácios foi a principal realização arquitetônica do Império Islâmico. Na literatura, a difusão da língua árabe e o contato com outros povos e culturas permitiram o desenvolvimento de diferentes textos, como os filosóficos, as poesias e os romances. As mil e uma noites tornou-se a obra literária mais famosa da escrita árabe.



As cruzadas

Em 1095, o papa Urbano II convocou os cristãos a conquistar Jerusalém, a Terra Santa, que havia caído sob o domínio dos muçulmanos. Diversas expedições militares foram organizadas na Europa para cumprir esse objetivo. Conhecidas como cruzadas, foram no total oito expedições entre 1096 e 1270.

Embora não tenham atingido seu objetivo, as cruzadas contribuíram para estimular o comércio e o intercâmbio entre o Ocidente europeu e o Oriente.




A expansão do comércio

A partir do século XI, a população europeia voltou a crescer, graças ao fim das invasões e ao aumento da produtividade agrícola, com a invenção da charrua (arado de ferro) e dos moinhos de água e de vento (para moer grãos e transportar água).

O crescimento da população favoreceu o comércio e a formação de feiras e cidades, nas quais um novo grupo social, a burguesia, começava a enriquecer.

Durante a Alta Idade Média (séculos V-IX), com a formação dos feudos e a produção autossuficiente, as moedas praticamente desapareceram. A partir do século XI, com a expansão do comércio, os reis e os senhores feudais passaram a cunhar suas próprias moedas. Entretanto, a diversidade de moedas prejudicava o comércio. Essa foi uma das razões pelas quais os mercadores (ou seja, a burguesia) passaram a apoiar a unificação política em torno dos reis. Isso porque a centralização política, entre outras coisas, significaria também a adoção de uma só moeda, o que favorecia o comércio.

As cidades

Locais de feiras e mercados, as cidades também cresceram. Muitas delas tinham sua origem em povoados subordinados a castelos ou abadias. Para se livrarem desses laços de dependência em relação aos senhores feudais ou aos abades, os burgueses (comerciantes e artesãos) compravam a autonomia das cidades por meio de Cartas de Franquia.

Para preservar seus lucros, comerciantes e artesão organizavam-se em guildas e corporações de ofício. Essas organizações monopolizavam a produção e a comercialização de certos produtos, impedindo a entrada de concorrentes em seus ramos de atividade.

A fome, a peste e a guerra

No decorrer do século XIV, a Europa foi atingida por várias calamidades. A primeira foi a fome, provocada por fatores climáticos e pelo esgotamento de terras cultiváveis. A segunda foi a Peste Negra, ou peste bubônica, trazida do Oriente pelos ratos. A doença matou cerca de um terço da população europeia. A terceira calamidade foi a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre a Inglaterra e a França.

Esse conjunto de fatores contribuiu para enfraquecer a nobreza feudal e fortalecer o poder dos reis. Uma nova época começava.

A formação das monarquias nacionais

Durante quase toda a Idade Média, o reis dividiam seu poder com os senhores feudais (poder local) e a Igreja (poder universal). A partir do século XII, com a expansão do comércio, o rei apoiou-se na burguesia para enfrentar a nobreza feudal e concentrar o poder em suas mãos.

Para governar na nova situação, os reis criaram um aparato administrativo, jurídico e militar capaz de centralizar o governo e manter a ordem. O exemplo típico desse processo ocorreu na França. Nesse país, o conflito entre o rei, a nobreza e a Igreja atingiu seu apogeu sob o reinado de Felipe IV, o Belo (1285-1314). Esse monarca obrigou o clero a pagar impostos e, em 1309, transferiu a sede do papado de Roma para Avignon, na França.

Na Inglaterra, esse processo foi mais complexo. Em 1215, a nobreza aprovou a Carta Magna, documento que limitava o poder do rei. Mais tarde, foi criado o Parlamento, poder Legislativo responsável pela elaboração das leis.

Na península Ibérica, os reinos cristãos precisaram primeiro expulsar os muçulmanos, que ocupavam a região desde o século VIII. Esse processo é conhecido como Reconquista. Em 1469, Fernando, rei de Aragão, casou-se com Isabel de Castela. Com a união dos dois reinos teve início a formação da Espanha moderna.

Portugal era inicialmente um feudo dos reinos de Leão e Castela. Em 1139, o senhor desse feudo, Afonso Henriques, rompeu com os dois reinos e se declarou rei de um novo país. Nascia assim o reino de Portugal. Em 1385, Portugal enfrentou e venceu Castela na Revolução de Avis, que colocou no poder o rei dom João I, Mestre de Avis.


Atividades comentadas

1. (Unesp) “Com a ruralização, a tendência à autossuficiência de cada latifúndio e as crescentes dificuldades nas comunicações, os representantes do poder imperial foram perdendo capacidade de ação sobre vastos territórios. Mais do que isso, os próprios latifundiários foram ganhando atribuições anteriormente da alçada do Estado.”

Franco Jr., Hilário. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1986. Adaptado.

A característica do feudalismo mencionada no fragmento é:

a) o desaparecimento do poder militar, provocado pelas invasões bárbaras.

b) a fragmentação do poder político central.

c) o aumento da influência política e financeira da Igreja Católica.

d) a constituição das relações de escravidão.

e) o estabelecimento de laços de servidão e vassalagem.

Gabarito: Alternativa b. O processo de ruralização, verificado na transição da sociedade romana para a sociedade feudal na Europa ocidental, implicou no deslocamento de uma parte da elite patrícia para o campo. Afastados de Roma, esses patrícios se sobrepuseram aos representantes do poder imperial e passaram a exercer um poder localizado, mas forte, com funções anteriormente atribuídas ao Estado. O resultado desse processo foi a fragmentação do poder político central.

2. (Fatec-SP) Considere a ilustração a seguir.


A partir dos conhecimentos da história do feudalismo europeu, pode-se inferir que, na ilustração:

a) as classes sociais relacionavam-se de forma harmoniosa por incorporarem em suas mentes os princípios elementares do cristianismo.

b) as castas sociais poderiam modificar-se ao longo do tempo, pois isso dependia fundamentalmente da vontade do poder divino do papa.

c) as terras dos feudos eram divididas igualmente entre os vários segmentos sociais, priorizando-se os que dependiam dela para sobrevivência.

d) a organização social possibilitava a mobilidade, permitindo a ascensão dos indivíduos que trabalhassem e acumulassem riqueza material.

e) a estrutura da sociedade era marcada pela ausência de mobilidade, sendo caracterizada por uma hierarquia social dominada por uma instituição cristã.

Gabarito: Alternativa e. Diz-se que há mobilidade social quando pessoas de um determinado grupo da sociedade podem passar para outro grupo, superior ou inferior. Nas sociedades fortemente estratificadas, essa possibilidade é mínima. A ilustração do enunciado da questão mostra um camponês na base da sociedade feudal e um integrante da alta hierarquia católica no topo, como representação do baixo índice de mobilidade nessa sociedade.

3. (UFPE) O Feudalismo não foi uniforme em toda a Europa, mas, na administração de todas as suas propriedades, contou com a participação da Igreja Católica. Apesar dos princípios cristãos de amor e de generosidade, os trabalhadores, reconhecidos como servos, no feudalismo, eram:

(   )tratados como escravos, inclusivamente no tempo da colonização portuguesa, embora tivessem certos direitos mantidos pela tradição da época.

(   )assalariados, como pequenos proprietários de terra, conseguindo viver com certa dignidade e benevolência por parte dos senhores dominantes.

(   ) moradores entre os feudos com ampla garantia de proteção no caso de guerras, embora fossem proibidos de cultivar sua própria agricultura.

(   ) bastante explorados pelos senhores feudais, dispondo apenas de um tempo bastante restrito para cuidar das suas próprias vidas.

(   )considerados importantes para o cultivo da terra e limpeza dos canais; pagavam impostos aos senhores feudais.


Gabarito: F-F-F-V-V. Na sociedade feudal, os servos estavam ligados à propriedade da terra, mas não eram escravos. Tampouco eram assalariados e não estavam proibidos de cultivar um pedaço de terra para seu próprio consumo. Muito explorados pelos senhores feudais, aos quais pagavam diversas taxas, eram, contudo, considerados importantes para o cultivo da terra e para diversos outros serviços.

4. (UPE) Na Idade Média, Bizâncio era um importante centro comercial e político. Merecem destaques seus feitos culturais, mostrando senso estético apurado e uso das riquezas existentes no Império. Na sua arquitetura, a igreja de Santa Sofia destacou-se pela:

a) sua afinação com o estilo gótico, com exploração dos vitrais e o uso de metais na construção dos altares.

b) simplicidade das suas linhas geométricas, negando a grandiosidade como nas outras obras existentes em Bizâncio.

c) grande riqueza da sua construção, com uso de mosaicos coloridos e colunas de mármore suntuosas.

d) imitação que fazia dos templos gregos, com altares dedicados aos mitos mais conhecidos, revelando paganismo.

e) consagração dos valores católicos medievais, em que a riqueza interior era importante em toda cultura existente.

Gabarito: Alternativa c. A igreja de Santa Sofia é a obra arquitetônica mais expressiva e emblemática do Império Bizantino (vale lembrar que a antiga colônia grega de Bizâncio passara a se chamar Constantinopla desde os anos 330 da era cristã). Encimada por uma enorme cúpula de 32 metros de diâmetro e erguida a 50 metros de altura, seu interior exibia colunas de mármore, mosaicos coloridos e detalhes em ouro.

5. (UFPel-RS)


Este mapa se refere à:

a) centralização política, na fase inicial da Idade Moderna.

b) divisão do Império Romano, no final da Idade Antiga.

c) formação dos Estados Nacionais, no século XV.

d) Europa Ocidental, na Idade Antiga.

e) organização dos reinos francos, na Idade Média Ocidental.


Gabarito: Alternativa e. O mapa representa a divisão em três reinos do antigo Império Carolíngio. Carlos Magno já era rei dos francos quando, no ano 800, foi coroado pelo papa imperador do Novo Império Romano do Ocidente. Esse império, que reunia territórios hoje pertencentes à França, à Alemanha e à Itália, teve existência até 840, quando morreu Luís, o Piedoso, filho e sucessor de Carlos Magno. Em 840, os três filhos de Luís entraram em disputa pelo controle do império. Após uma guerra civil, a paz foi selada em 843, quando o Tratado de Verdum estabeleceu a divisão do Império em três reinos: França Ocidental, França Central e França Oriental.


6. (PUC-PR) A História do Império Bizantino abrangeu um período equivalente ao da Idade Média, apesar da instabilidade social, decorrente, entre outros fatores:

a) dos frequentes conflitos internos originados por controvérsias políticas e religiosas.

b) da excessiva descentralização política que enfraquecia os imperadores.

c) da posição geográfica de sua capital, Constantinopla, vulnerável aos bárbaros, que com facilidade a invadiam frequentemente.

d) da constante intromissão dos imperadores de Roma em sua política.

e) da falta de um ordenamento jurídico para controle da vida social.


Gabarito: Alternativa a. O Império Bizantino atingiu seu período de maior esplendor sob o governo de Justiniano, entre 527 e 565. Esse período, contudo, não foi marcado por total estabilidade, pois em 532 eclodiu uma rebelião de grandes proporções em Constantinopla, a Revolta Nika, reprimida com violência pelo general Belisário. Após a morte de Justiniano, o império entrou em um lento processo de declínio, com crises internas, perda de territórios para os árabes muçulmanos, revoltas e conflitos religiosos.


7. (UEM-PR) Desde fins do Império Romano, as cidades vinham sendo abandonadas. Sendo assim, entre os séculos V e X, na alta Idade Média, uma ruralização da vida foi se impondo e tornou-se uma característica da Europa medieval. A respeito desse período, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).(Dê como resposta a soma dos números associados às afirmações corretas.)

01. No século VIII, Carlos Magno assumiu o trono do Império Carolíngio e, em troca de lealdade, doou as terras obtidas nas guerras de conquista ao clero e à nobreza e dividiu o território sob o seu controle em condados e marcas.

02. Em razão da ruralização, as cidades foram todas abandonadas e deixaram de existir completamente na Europa até o início do século XV. Esse fato explica a sobrevivência do império romano do Oriente até o início da modernidade.

04. O chamado renascimento carolíngio, ao impor o primado da razão sobre a fé e resgatar os valores artísticos e filosóficos da Antiguidade, antecipou em cinco séculos o notável processo de transformações culturais e racionalização que ocorreu no renascimento italiano do século XV.

08. A ruralização propiciou o desenvolvimento de uma economia de subsistência e uma grande diminuição das trocas mercantis.

16. Durante a alta Idade Média, o nobre cavaleiro El Cid liderou os cristãos na luta contra os cristãos ortodoxos, invasores da Península Itálica.

Gabarito: 1 + 8 = 9. A ruralização da vida na Europa ocidental teve início no período final do Império Romano do Ocidente e prosseguiu durante a transição para a sociedade feudal e a Alta Idade Média. O Império Carolíngio, que teve vigência entre 800 e 840, refletiu as contradições dessa época. Do ponto de vista político, manteve a centralização do poder, mas as doações de terras à nobreza e à Igreja, além da divisão do território em condados e marcas, contribuíram não só para a ruralização da sociedade, mas também para o declínio da centralização política, com a consequente fragmentação do poder.


8. (UFPR) A presença islâmica na Península Ibérica estende-se desde 711, data da Batalha de Guadalete, quando os visigodos são vencidos pelos invasores árabes, até o século XV, quando, em 1492, os reis católicos da Espanha conquistam o reino de Granada, último núcleo muçulmano na Península.

Tal convivência entre as culturas ocidental e árabe num mesmo espaço geográfico, durante cerca de sete séculos, teve como consequência principal:

a) a realização de uma síntese cultural que gera, nos séculos medievais, uma cultura peninsular mais pobre do que em qualquer outra parte da cristandade ocidental.

b) a interpretação e atualização da cultura clássica na cristandade ocidental através das contribuições dos árabes.

c) uma simpatia permanente entre cristãos e árabes que limitou o movimento das Cruzadas na Terra Santa.

d) o atraso da Península Ibérica nas ciências ditas experimentais – medicina, astronomia, matemática, cartografia e geografia.

e) o desenvolvimento de um estilo artístico nas mesquitas que privilegia as representações de figuras humanas.


Gabarito: Alternativa b. Em suas conquistas territoriais, os árabes muçulmanos adotaram uma atitude de tolerância em relação à cultura dos povos dominados. Ao conquistar a península Ibérica, transmitiram aos europeus conhecimentos científicos como os algarismos arábicos (importados da Índia), a álgebra e estudos de química. Ao mesmo tempo, traduziram obras de autores gregos e romanos, contribuindo para   difusão da cultura clássica entre os europeus.


9.(Fuvest-SP)  “Se o Ocidente procurava, através de suas invasões sucessivas, conter o impulso do Islã, o resultado foi exatamente o inverso.”

Maa louf, Amin. As Cruzadas vistas pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, 2007. p. 241.

Um exemplo do “resultado inverso” das Cruzadas foi a:

a) difusão do islamismo no interior dos Reinos Francos e a rápida derrocada doImpério fundado por Carlos Magno.
b) maior organização militar dos muçulmanos e seu avanço, nos séculos XV e XVI, sobre o Império Romano do Oriente.
c) imediata reação terrorista islâmica, que colocou em risco o Império britânico na Ásia.
d) resistência ininterrupta que os cruzados enfrentaram nos territórios que passaram a controlar no Irã e Iraque.
e) forte influência árabe que o Ocidente sofreu desde então, expressa na gastronomia, na joalheria e no vestuário.


Gabarito: Alternativa b. O “resultado inverso” das Cruzadas foi a maior preparação militar dos muçulmanos, que assumiram uma atitude de permanente enfrentamento em relação à cristandade. Uma consequência dessa atitude foi, provavelmente, a expansão do Império Turco-Otomano, potência islâmica que conquistou Constantinopla em 1453 e subjugou o antigo Império Romano do Oriente (Império Bizantino).


10. (Uece) Sobre os fundamentos do Islã ou Islame, assinale o correto:

a) É uma religião politeísta que surgiu no final do século IV d.C. e tem em Maomé seu principal mártir. Seu livro sagrado é o Talmude.
b) É uma religião monoteísta que surgiu no século X d.C. Sua sede religiosa é a cidade de Medina e seu livro sagrado é a Kaaba.
c) É uma religião politeísta que surgiu no século I d.C. Sua sede é Jerusalém, Maomé seu fundador e não tem um livro sagrado.
d) É uma religião monoteísta que surgiu no século VII d.C. Seu profeta é Maomé e seu livro sagrado é o Alcorão.


Gabarito: Alternativa d. O Islã prega a existência de um único Deus (Alá). É, portanto, uma religião monoteísta. Seu livro sagrado é o Alcorão, que reúne os ensinamentos do profeta Maomé, fundador da religião no século VII. 


11. (UPE) O Islamismo – religião pregada por Maomé e seus seguidores – tem hoje mais de 1 bilhão de fiéis espalhados pelo mundo, sendo ainda predominante no Oriente Médio, região onde surgiu. Um dos principais fundamentos da expansão muçulmana é a Guerra Santa. A respeito dos muçulmanos, é correto afirmar que:

a) a expansão árabe-muçulmana acabou por islamizar uma série de povos, exclusivamente árabes.
b) o povo árabe palestino, atuando na revolução armada palestina, rejeita qualquer solução que não a libertação total do Estado de Israel.
c) em Medina, a religião criada por Maomé, embora tenha crescido rapidamente e tenha criado a Guerra Santa – Gihad –, não teve caráter expansionista.
d) a história do Líbano contemporâneo esteve sempre ligada à busca de um certo equilíbrio entre várias comunidades que compõem o país, especialmente as duas mais importantes: xiitas e cristãos.
e) a facção dos fundamentalistas islâmicos pertence à corrente xiita, sendo que os mais radicais repudiam os valores do mundo ocidental moderno.


Gabarito: Alternativa d.O Líbano é um país do Oriente Médio cuja população está dividida entre diversas facções religiosas: muçulmanos xiitas (maioria), muçulmanos sunitas, cristãos maronitas, drusos (comunidade religiosa que se identifica com o islamismo), cristãos ortodoxos gregos e cristãos católicos. A busca de um certo equilíbrio entre essas comunidades nem sempre é pacífica.


12. (UFPE) Analise as afirmativas abaixo, relacionadas com a existência das Cruzadas.

1. As Cruzadas eram expedições organizadas pelos senhores feudais, com a finalidade de reativar a vida nos feudos.

2. As Cruzadas, expedições marcadas por interesses religiosos e econômicos, contavam com a participação da Igreja Católica.

3. As Cruzadas não trouxeram contribuições para a economia no Ocidente, pois criaram conflitos inexpressivos e exacerbaram o fanatismo religioso.

4. A participação da população pobre nas Cruzadas foi significativa e aponta para um dos momentos de crise do sistema feudal.

5. Os lucros dos nobres nas Cruzadas contribuíram para revitalizar a economia feudal, com a adoção do trabalho assalariado.

Está(ão) correta(s):

a) 5 apenas.
b) 2 e 3 apenas.
c) 1 apenas.
d) 1, 2, 3, 4 e 5.
e) 2 e 4 apenas.

Gabarito: Alternativa e. A Igreja católica foi a principal força instigadora das Cruzadas, pois partiu do papa Urbano II, em 1095, o chamado para que os cristãos libertassem a Terra Santa do que chamou de “bárbaros” e “raça malvada”, numa referência aos muçulmanos. Igualmente importante foi a participação das camadas pobres da população, que procuravam, assim, escapar da crise do feudalismo. Em abril de 1096, por exemplo, formou-se a Cruzada Popular, ou Cruzada dos Mendigos, que marchou  em direção a Jerusalém sob a liderança de Pedro, o Eremita, mas que nunca chegou à Terra Santa.


13. (UFPI) O período compreendido entre o final da Idade Média e o início da Idade Moderna foi caracterizado pela criação de alianças entre os monarcas europeus e a burguesia. Sobre as referidas alianças, podemos afirmar que tinham como objetivos centrais:

a) a criação de barreiras protecionistas que dificultassem a circulação das mercadorias no mercado europeu.
b) a valorização das autoridades religiosas evangélicas e a submissão do estado à igreja.
c) a unificação de moedas, de pesos e medidas que facilitassem as transações comerciais, assim como a construção de uma estrutura política que rompesse com os particularismos feudais.
d) a criação de uma nova estrutura política em que as atividades e a lógica de produção das corporações de ofício medievais seriam totalmente preservadas.
e) a preservação das práticas políticas e econômicas medievais que haviam possibilitado o surgimento da burguesia.

Gabarito: Alternativa c. O feudalismo foi um modo de produção marcado pela fragmentação política e econômica. Além de exercerem o poder e a justiça no âmbito local, os senhores feudais podiam cunhar suas próprias moedas e estabelecer taxas e pedágios sobre a circulação dos mercadores em seus feudos. A partir do século XI, esse poder passou a ser cada vez mais fortemente questionado pelos reis – que procuravam centralizar em suas mãos a justiça e o poder político – e pela burguesia mercantil, prejudicada pela ausência de uma moeda única em cada reino e pelas taxas cobradas pelos senhores feudais sobre a circulação de suas mercadorias. Dessa forma, tanto para os reis quanto para a burguesia era necessário romper com os particularismos feudais e instaurar uma nova ordem política e econômica.

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